Passados 18 anos, a polêmica envolvendo Felipe Massa e a Fórmula 1 segue aberta e agora o processo movido pelo piloto chegou à Suprema Corte do Reino Unido. Em 2008, o brasileiro terminou em segundo lugar no campeonato apenas um ponto atrás do campeão Lewis Hamilton (97 x 98 para o inglês, namorado de Kim Kim Kardashian).
Então piloto da Ferrari, Felipe questiona a corrida de Singapura, onde terminou na 13ª colocação - Hamilton foi o terceiro, com vitória de Sebastian Vettel; Nico Roseberg (ambos da Alemanha) completou o pódio. O piloto brasileiro questiona prejuízos no GP do país asiático referente à manipulação de resultados.
O episódio ficou conhecido como "Crashgate" - recorde abaixo. Na ação, Felipe pede reparação financeira de R$ 439 milhões. De acordo com a coluna "Gente" da revista "Veja", um recurso apresentado pelo FIA (Federação Internacional de Automobilismo, a Fórmula One Management e Bernie Ecclestone (empresário, ex-piloto e dirigente) será avaliado entre 2 e 3 de fevereiro do ano que vem.
A audiência ocorre, portanto, antes de uma permissão de julgamento solicitado pelo piloto brasileiro. As três partes da defesa querem apresentar argumentos para impedir que o processo milionário vá adiante.
Aquela etapa da F1 foi a 800ª de toda a história da competição e a primeira naquele país da Ásia. Na polêmica, Felipe Massa foi o grande prejudicado e tentou ser reconhecido como verdadeiro campeão do campeonato de 2008. Tudo teve início na volta de número 12 quando Fernando Alonso (Espanha) foi para os boxes, trocando só os pneus e não reabastecendo sua Renault.
Passadas duas voltas, Nelsinho Piquet, da mesma escuderia, acertou o muro - posteriormente, afirmou ter provocado a colisão para que o safety car (carro de segurança) entrasse na pista. Por sua vez, a direção da prova impediu a parada nos boxes dos pilotos.
Com a manobra, quase todos, a exceção do espanhol foram aos boxes quando autorizados. Felipe Massa tentou deixar o local quando a mangueira de combustível seguia presa em sua Ferrari e depois quase atingiu Adrian Sutil (Alemanha). Por fim, precisou parar no pit lane para que a mangueira fosse solta, o que demorou um minuto.
Ao retornar à pista, o brasileiro então líder passou a ser o última colocado. Depois, acabou punido pela quase colisão em Sutil e precisou ir aos boxes fazer uma passagem. O piloto ainda rodou na pista e tentou se recuperar, mas foi o penúltimo apenas.
A polêmica foi amplicada por Ecclestone admitiu que o filho de Piquet iria provocar a batida. A tudo isso se soma a possibilidade de cancelamento da corrida - se tivesse ocorrido, Massa seria o campeão e não Hamilton, o vencedor da etapa.